segunda-feira, 7 de abril de 2008

Kurt gostava de Gays..?!


Se o movimento Grunge mudou a face do rock, os Nirvana, foram os grandes responsáveis por uma nova atitude e por mudar a face da música para sempre. Tudo sem querer. Fortemente influenciados pelo Punk e pop melódico dos anos 60, Cobain conquistou o título de um dos mais talentosos e carismáticos compositores de todos os tempos. Os Nirvana foram formados por Kurt Cobain e Krist Novoselic, dois adolescentes problemáticos da pequena e sufocante cidade de Aberdeen, na fronteira com o Canadá. Cobain,
vindo de uma família pobre, viveu durante a adolescência com o pai numa roulote, e durante algum tempo, dormiu várias vezes debaixo duma ponte em Aberdeen. A sua figura frágil, pequena e magra, fez com que desde cedo a cidade de Aberdeen implica-se com ele, devido a ter uma sensibilidade que não era normal nem permitido os rapazes terem em Aberdeen. O envolvimento de Cobain com o mundo gay é profundo.


A total repugnância pela atitude macho, deu a Cobain inspiração para algumas letras como em “Territorial Pissings” em que canta “Never meet a wise man/If so it’s a woman” – “Nunca conheci um homem sábio/Se conheci era uma mulher” ou em “Come As You Are” quando canta “No I Don’t Have A Gun” – “Não, não tenho uma pistola” , devido á forte conotação sexual que todo o poema da canção tem, a começar pelo título, deduz-se que “gun” é inserido como calão americano para “pénis” Ainda hoje em Aberdeen, quem conviveu de perto com Cobain, jura a pés juntos que este era gay. Na altura, Cobain confessava aos amigos que o seu plano era “ir para Seattle, vender-me nas ruas como prostituto gay, ter dinheiro, lançar um disco punk, ter um grande sucesso e suicidar-me”


Quando os Nirvana começaram a fazer concertos, Cobain começou cada vez mais a libertar o seu lado mais feminino, surgindo em palco vestido de mulher diversas vezes, ou dando discursos em palco como “Gostamos de fazer broches a porcos gordos alemães”. Toda a atitude dos Nirvana reflectia o espírito de Cobain. No auge do sucesso dos Nirvana, durante uma actuação em directo para a NBC no programa Saturday Night Live, o programa de TV mais visto nos Estados Unidos, após a actuação demolidora, Krist Novoselic agarrou Dave Grohl e beijou-o profundamente na boca, ao que se junta Cobain e terminam os três envoltos em beijos profundos. Essa parte foi censurada, e, após o directo, não voltou a passar na TV. Numa entrevista, Cobain afirmou ser “intimamente gay a 100 %” e “sinto-me mais próximo do lado feminino que masculino”. Em 1993 Cobain deu uma entrevista á revista Gay americana The Advocate onde revelou que não tinha tido experiências gay, mas definitivamente sentia-se bissexual. Afirmou ainda que se não tivesse conhecido Courtney Love, teria agora provavelmente um caso com um homem. Numa outra entrevista, dada em conjunto pelo casal Cobain, Kurt e Courtney afirmaram estar ambos “apaixonados por Michael Stipe dos REM”. Stipe era um grande amigo do casal e uma pessoa que Kurt respeitava e admirava. Na edição original do álbum “Incesticide” Cobain escreveu entre outras coisas:

“…as pessoas que não gostam e não respeitam as pessoas de outras raças, religiões, as pessoas que não respeitam os homossexuais e as mulheres, façam-nos um favor, não venham aos nossos concertos, não comprem os nossos discos. Não os queremos como fans.”
Foi com afirmações como estas que os Nirvana convenceram o mundo inteiro que era ok ser gay e gostar de rock. Infelizmente, Cobain estava também altamente viciado em heroína, e, a incapacidade de lidar com o estrelato, mais problemas e traumas pessoais, levaram a que Kurt Cobain se suicidasse aos 27 anos com um tiro na boca, deixando uma filha, Frances Bean fruto do seu casamento com Courtney Love, pondo assim final á era grunge. Como ele afirmara dois anos antes num slogan de uma t-shirt: “Grunge Is Dead”.
*na foto Kurt no show no Rio[brasil] vestido de mulher*

Um comentário:

Anônimo disse...

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