segunda-feira, 13 de outubro de 2008

5 anos depois da morte de Kurt











• Cinco anos depois do suicídio de Kurt, no dia 31 de maio de 1999, o memorial Day, Wendy organizou um culto final para seu filho. O plano era que Frances espalharia as cinzas de Kurt em um riacho atrás da casa de Wendy enquanto um monge budista recitaria uma oração. Naquela semana, Courtney e Frances já estavam de férias no noroeste. Depois da morte de Kurt, Courtney se tornaria intima de Wendy e havia comprado para ela uma casa de 400 mil dólares, com um grande terreno, nos arredores de Olympia.

Era nos fundos dessa casa que se planejava celebrar o culto e um punhado de parentes e amigos haviam sido convidados. Embora Wendy não convidasse pessoalmente Don, os empresários de Courtney o convidaram e ele compareceu. Mas algumas rixas de família ainda continuavam: Leland, que estava a apenas meia hora de distância — e passava a maioria de seus dias sozinho em seu trailer depois que Íris morreu em 1997 —, não foi chamado.

Courtney convidou Tracy Marander e ela compareceu, desejando dar um último adeus a Kurt. Quando Tracy chegou e viu Frances, ficou confusa com a beleza da menina — descalça, usando um vestido púrpura, os olhos marcadamente parecidos com os de um menino que ela outrora amara. Esse era um pensamento que ocorreria a Courtney todos os dias de sua vida.

Espalhar Kurt debaixo de sua ponte mistificadora teria sido uma espécie de justiça cruel e irônica literal — pela primeira vez, ele dormiria lá. mas, em lugar disso, enquanto o monge entoava as orações, Frances bean Cobain, com seis anos de idade, espalhou as cinzas do pai no riacho McLane — emas se dissolveram e flutuaram na corrente. Em diversos sentidos, este era, também, um local adequado para o descanso.

Kurt havia encontrado sua verdadeira musa artística em Olympia e, menos de oito quilômetros adiante, ele se sentava num apartamento insignificante, que cheirava a mijo de coelho, e compunha canções o dia inteiro. Essas canções sobreviveram a Kurt e até a seus demônios mais tenebrosos. Como certa vez observou seu pai adotivo temporário Dave Reed, numa das melhores sínteses já feitas sobre a vida de Kurt: "Ele tinha o desespero, não a coragem, para ser ele mesmo. Uma vez que você tem isso, você não pode dar errado, porque você não pode cometer nenhum erro quando as pessoas o amam por você ser você mesmo. Mas, para Kurt, não importava que as outras pessoas o amassem: ele simplesmente não se amava o bastante".

domingo, 12 de outubro de 2008

Era pra tocar Rape-Me





Uma batalha de vontades começou a ser travada entre os mandachuvas da MTV e Kurt, ainda em reabilitação, tendo Finnerty e a Gold Mountain como intermediários. A MTV ameaçou tirar o Nirvana do show: Kurt disse que isso era ótimo. a MTV ameaçou parar de exibir vídeos do Nirvana; Kurt disse que isso era ótimo, embora, no fundo, provavelmente estivesse receoso a respeito. E então a rede aumentou a parada e ameaçou parar de exibir vídeos de outros artistas agenciados pela Gold Mountain. Finnerty foi convocado para fazer o leva-e-traz entre os dois lados e se dirigiu de carro para o Exodus com Courtney, Frances e a babá Jackie para falar com Kurt, que tinha sido levado de volta á instituição logo depois do ensaio. Sentaram-se no gramado e discutiram as opções, mas nenhuma solução foi encontrada e Kurt teve de voltar correndo para a terapia. Cada esforço na reabilitação fazia com que a terapia passasse a ocupar parte maior em seu tratamento, embora ele ainda se recusasse a buscar aconselhamento quando não em reabilitação.
Kurt reconsiderou sua escolha da música, mas só depois que lhe disseram que Finnerty seria demitida se o nirvana tocasse "Rape Me". Os executivos da MTV ficaram visivelmente surpresos quando o Nirvana se apresentou para o ensaio final no dia do programa. Todos os olhos no salão se voltaram para Kurt quando ele entrou, e nesse momento ele estendeu a mão, agarrou a mão de Finnerty e desafiadoramente caminharam pelo centro do auditório, balançando exageradamente os braços, como duas crianças numa excursão de creche. Isso era feito inteiramente para os chefes da MTV: Kurt estava fazendo saber que se eles a despedissem, ele não tocaria na festa deles.
Esse ensaio em particular foi monótono. A banda tocou "Lithium", a música soou excelente e o pessoal da MTV aplaudiu, talvez um pouco entusiasmado demais. No entanto, quando todos esperavam o inicio do programa, circulou o boato de que quando a apresentação estivesse ao vivo, Kurt pretendia tocar "Rape Me". Era o tipo de tensão que envolvia as apresentações mais significativas do Nirvana e nela Kurt crescia.

12 de janeiro de 1992 - Nova York





*Apresentação no SATURDAY NIGHT LIVE.

Era 12 de janeiro de 1992, uma manhã de domingo clara, mas fria. A temperatura na cidade de nova York acabaria se elevando aos 44 graus, mas ás sete da manhã, em uma pequena suíte do hotel Omni, era quase congelante.

Próximo ás portas duplas da suíte, uma meia dúzia de bandejas cobertas com os restos de vários dias de refeição do serviço de quarto.
Rolinhos semicomidos e fatias rançosas de queijo cobriam o tampo das bandejas e um punhado de moscas-das-frutas pairava sobre a alface murcha.Não era a situação típica de um quarto de hotel quatro estrelas — era conseqüência do aviso que alguém dera as arrumadeiras para ficarem longe do quarto. Eles Haviam alterado a placa "não perturbe" para "Nem Pense Em perturbar! Estamos Transando!".

Não houve nenhuma transa naquela manhã.Adormecida na cama gigante de casal estava Courtney Love, 26 Anos de idade. Ela estava vestindo uma combinação vitoriana e seus longos cabelos louros se esparramavam sobre o lençol como as tranças de uma personagem de conto de fadas. Ao seu lado havia a marca funda na roupa de cama de uma pessoa que havia recentemente se deitado. Como a cena de abertura de um filme noir, havia um corpo morto no quarto.
"Eu acordei ás sete horas da manhã e ele não estava na cama", lembrava-se Love.
"Nunca fiquei tão assustada".
Quem havia desaparecido da cama era Kurt Cobain, 24 anos de idade.



Menos de sete horas antes, kurt e sua banda, o Nirvana, haviam sido o número musical do SATURDAY NIGHT LIVE. Sua apresentação no programa se mostraria um divisor de águas na historia do rock-and-roll: a primeira vez que uma banda grunge havia recebido exposição nacional ao vivo na televisão. Foi no mesmo fim de semana em que o maior lançamento do Nirvana, Nevermind, batia Michael Jackson no primeiro lugar das paradas da Billboard, tornando-se o álbum mais vendido no país. Embora não fosse um sucesso da noite para o dia-a banda estava montada havia quatro anos —, a maneira pela qual o Nirvana Havia Tomado de surpresa a indústria musical não tinha precedentes.

Mas, nas primeiras horas daquela manhã, kurt não se sentia nem realizado nem com desejo de comemorar; quando muito, a atenção havia aumentado seu mal-estar habitual. Ele se sentia fisicamente doente, sofrendo daquilo que descreveu como "ardência nauseante e recorrente" em seu estômago, pioradas pelo estresse. A fama e o sucesso pareciam apenas fazê-lo sentir-se pior, Kurt e sua noiva, Courtney Love, eram o casal mais falado do rock-and-roll, embora parte disso fosse abuso de drogas. Kurt sempre acreditava que o reconhecimento de seu talento curaria as muitas dores emocionais que marcaram sua infância; o sucesso havia demonstrado a tolice dessa idéia e aumentaram a vergonha que ele sentia por sua vertiginosa popularidade coincidir com a escala no uso de drogas.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

K•D•C ♥






Ele é o Amor da Minha vida...


Apenas um olhar nos teus olhos.

Um olhar e eu choro.

Porque você é tão especial.

Apenas um beijo e eu vivo.

Um beijo e eu estou pronta para morrer.

Porque você é tão lindo.

Apenas um toque e eu fico em chamas.

Um toque e eu choro.

Porque você é tão talentoso.

Apenas um sorriso e eu fico selvagem.

Um sorriso e eu estou pronta para morrer.

Porque você é meu amor.

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