domingo, 27 de abril de 2008

NIRVANA:PRIMITIVO E VERDADEIRO









A Banda Grunge mais importante dos anos 80 e 90 em imagens que mostram como o grunge era, primitivo e verdadeiro!!!
E acima de tudo LIVRE!!!

Kurt e Frances









" TER FRANCES NO MEU COLO É A MELHOR DROGA QUE PODERIA USAR"
[KURT COBAIN]





Guitarras de Kurt Cobain

Essa foi um presente da Courtney, mais o Kurt destruio ela
aqui no Brasil, ela entrou no meio do show quando Kurt estava
destruinda a guitarra que ela deu a ele no natal.

Essa é classica, entre o ano de 1994, essa foi no show de live and loud.


Foi com essa guitarra que Kurt realizou sou último show!

Essa esteve com o Kurt mais entre 1991 e 1993.

Ele adorava a marca "fender" teve varias guitarrras dessa marcas, destruio muitas, mais 3 , as guitarras que estiveram com Cobain durante a carreira do Nirvana e marcaram suas performances mais alucinantes!
Em breve mais guitarra aqui!

Smells Like Nirvana


No Budismo, nirvana (do sânscrito -- ***pali: Nibbāna -- Chinês: Nie4 Pan2 , literalmente "extinção", é a culminar da busca budista pela libertação. De acordo com a concepção Budista, o Nirvana seria uma superação do apego aos sentidos, da ignorância e a superação da existência, que é pura ilusão.


Nossa, o significado do nome tem bastante haver com a banda!!


Ouvir os gritos desesperados do Kurt é como ser existinto, chegar ao orgasmo!!

Krist Novoselic


Krist Novoselic é filho de um casal croata imigrante, Marija e Krist Novoselic. Ele passou seus três primeiros anos de idade na cidade natal, quando mudou-se para a cidade de San Pedro, também no estado da Califórnia. Em San Pedro, Krist passou a maior parte da infância. Ele tinha dois irmãos, Robert e Brett. Em 1973, ganhou uma irmãzinha, Diana. Em 1979 a família Novoselic muda-se novamente, desta vez para Abedeen, Washington. Nessa época, o pequeno Krist sofria de depressão. Seus pais decidiram mandar o garoto para passar um tempo em Zadar, na Croácia (então parte da antiga Iugoslávia), no ano de 1980. O menino pareceu melhorar com novos ares. Lá estudou no ginásio e passou a interessar-se muito pela música. Descobriu bandas de hard-rock e heavy-metal como Led Zeppelin, Devo, Black Sabbath e Aerosmith e o punk com os Sex Pistols e Ramones.
Ao retornar para Washington, Novoselic tornou-se um adolescente festeiro. Começou a beber e fumar maconha, ficando conhecido nos circuitos locais. Durante o último ano de colégio, Krist passou por uma cirurgia plástica que sanou um problema em sua mandíbula, corrigindo a mordida torta que tinha. Krist teve que usar uma espécie de aparelho durante cerca de seis semanas. Nesse período, Novoselic arranjou um emprego numa loja do Taco Bell (restaurante fast-food de cozinha mexicana) e conseguiu comprar um carro, aparelhos de som stereo e uma guitarra. Teve aulas do instrumento juntamente com seu irmão Robert, mas acabou abandonando-as e começou a aprender a tocar sozinho ouvindo discos de blues. Novoselic se formou pela Escola Secundária de Aberdeen (Aberdeen High School) em 1983. Nessa época, seus pais divorciaram-se.
Pouco depois, Robert Winsten, irmão de Krist, apresentou o amigo Kurt Cobain a Novoselic ao subir uma escadaria que lavava a um quarto que ecoava música alta e pesada. Os dois só se conheciam de vista na escola. Robert disse a Cobain que aquele era seu irmão mais velho, um jovem que ouvia muito punk rock. Cobain logo formou um laço de amizade com Krist, que só se fortaleceu ao longo dos anos. Os dois compartilhavam um gosto musical muito peculiar, além de uma apreciação pela banda local The Melvins. Ambos tinham muitos amigos em comum e logo começaram a sair juntos. Pouco tempo depois, Cobain deu a Novoselic uma fita demo de sua banda ou projeto pessoal, Fecal Matter. Depois de alguns meses de indecisão, Krist finalmente ouviu a fita e gostou. Acabou por concordar em formar uma banda juntamente com seu mais novo amigo.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Último show do Nirvana em Munique


Vejam ai alguns videos das últimas performaces do Nirvana em concerto, na Alemanha.



Essa é a melhor...a imagem é otima, Nirvana realiza sua última performace

da música "Drain You".



Essa é do Album In Utero, também com imagem ótima...a música é Radio Friendly Unit Shifter



Essa foi a primeira do Show a música My Best Friends Girl



E a última música do Show, foi Heart Shaped Box.


E confiram mais imagens do concerto no site : www.flogao.com.br/peloglobo

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O Fim da maior banda Punk do mundo


Em 1994 a banda faz nova turnê pela Europa. Em 1º de março ocorre o último show do Nirvana. É no Terminal Einz em Munique, Alemanha. Cobain parece estafado, visivelmente com a voz desgastada, e ainda determina férias instantâneas. Shows marcados para os dias 2 e 3 são cancelados e, depois, adiados para abril, quando a turnê européia teria sua segunda parte. Cobain vai para Roma, Itália, para descansar e se encontrar com Courtney Love. Courtney chega a Roma no dia 3 e encontra Kurt no Hotel Excelsior. O casal passou várias semanas sem se ver. As expectativas de Kurt pelo reencontro levam um banho de água gelada quando Courtney diz que está exausta e quer dormir. Quando ela acorda na manhãzinha do dia 4, Kurt está no chão, com o nariz sangrando. Ele havia tomado champanhe e cerca de 50 pílulas do tranqüilizante Rohypnol. Kurt deixa uma carta de despedida com três folhas, caracterizando a tentativa de sucídio. Mas, oficialmente, o fato é divulgado como uma dose excessiva e acidental de medicamentos. Na carta, Kurt diz que Courtney não o ama mais, e que ele preferia morrer a passar por mais um divórcio (o primeiro foi o de seus pais). Internado no hospital Umberto I, Kurt sai do coma no dia 5 e é transferido para o American Hospital, também em Roma. Recebe alta no dia 8 e volta para os EUA no dia 12.
Em 18 de março, Courtney chama a polícia de Seattle porque Kurt se trancou em um quarto da casa com um revólver. Os policiais conversam com ele, que afirma querer apenas ficar longe da esposa. Quatro armas que Cobain tem na casa são confiscadas. No final do mês, o consumo de heroína de Cobain estava nitidamente descontrolado. Ele perambula pela cidade para comprar droga e se injetar. Traficantes começam a mandar Kurt se aplicar em outra freguesia, com medo que ele morra de overdose e cause suas prisões. Familiares e amigos de Kurt fazem uma reunião para pressioná-lo a deixar seu vício. A reação de Kurt é achar que todos passaram a ser seus inimigos e ele não tem mais ninguém no mundo. Mesmo assim, ele acaba concordando em se internar na Exodus, uma clínica de desintoxicação em Los Angeles. No dia 30 daquele mesmo mês, Kurt pede que seu amigo Dylan Carlson compre um revólver para ele, dizendo que a polícia confiscou suas armas e ele queria ter uma proteção contra invasores. Depois da compra, Cobain viaja de Seattle para Los Angeles e se interna na clínica.
Em 1º de abril, depois de dar um telefonema para Courtney Love, Cobain foge da clínica no começo da noite, escalando o muro. Pega um avião e volta para Seattle. Nos dias seguintes, circula sorrateiramente pela cidade comprando mais heroína e se drogando. Ninguém que tenta encontrá-lo consegue descobrir seu paradeiro. O dia 5 de abril, pelos exames dos legistas, é a data de suicídio de Kurt Cobain. Kurt injeta uma dose tão grande de heroína que já bastaria para causar sua morte. Mas completa o seu intento com a arma que Dylan Carlson comprara uma semana antes. Cobain se mata com um tiro na boca, no sótão de sua casa em Seattle. No dia 8 de abril, o corpo de Kurt é achado por um eletricista que faria uns serviços na casa, e o mundo toma conhecimento de sua morte. Um bilhete de adeus, mais curto que o escrito em Roma um mês antes, é encontrado ao lado do cadáver, e marca o fim de uma vida talentosa, porém problemática - como marca o fim de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Entrevista com Kurt.

É nesse trecho da entrevista que o Kurt que fala que durante anos desejou a morte todos os dias e que as vezes chegou bem perto!O também prova sua forte tendência suicída!

terça-feira, 8 de abril de 2008

O single "Smells like teen Spirit"




Smells Like Teen Spirit" é uma canção da banda grunge Nirvana, sendo a faixa de abertura e primeiro single do segundo álbum da banda, Nevermind, lançado em 1991. Escrita por Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl e produzida por Butch Vig, a canção usa o formato verso-refrão, e o riff principal é usado durante a introdução e refrão para criar uma dinâmica de alternância entre as secções de maior e menor violência sonora.
O inesperado sucesso de "Smells Like Teen Spirit" levou o Nevermind para o topo das tabelas de vendas no início de 1992, sendo frequentemente citado como o momento em que o rock alternativo atingiu um estatuto mainstream. "Teen Spirit" foi o primeiro e o maior hit dos Nirvana, chegando ao 1º lugar no Billboard Hot 100 e entrando nos tops de vários países em todo o mundo entre 1991 e 1992.
"Smells Like Teen Spirit" recebeu enorme aclamação da crítica, tendo ficado em primeiro em diversas listas especializadas, como da Village Voice, e vencendo dois MTV Video Music Awards com o seu vídeo musical, que recebeu grande rotação televisiva. A canção foi considerada um "hino para os míudos apáticos" da Geração X, no entanto a banda cresceu desconfortável com o sucesso e a atenção que começaram a receber. Mesmo após o fim dos Nirvana, tanto ouvintes como críticos continuam a considerar "Smells Like Teen Spirit" como uma das maiores canções de rock de sempre.


Cobain só começou a escrever a letra de "Smells Like Teen Spirit" poucas semanas antes de se iniciarem as gravações do Nevermind, em 1991. Quando ele apresentou a canção pela primeira vez aos seus companheiros de banda, apenas era constituída pelo riff principal e pela melodia vocal no refrão, e o baixista Krist Novoselic considerou-a na altura "ridícula". Em resposta, Cobain fez a banda tocar o riff durante "uma hora e meia". Numa entrevista em 2001, Novoselic afirmou que após tocar repetidamente o riff, pensou:

"'Um minuto. Porque é que não baixamos um pouco isto?' Então comecei a tocar a parte dos versos. E o Dave [começou] a tocar uma batida na bateria."

— Krist Novoselic para a Guitar World

Tudo sobre o single Lithium

Vejam o clipe: http://www.youtube.com/watch?v=sUUHNf0S5cA
Versão ao vivo: http://www.youtube.com/watch?v=5H29jYSIVhU

"Lithium" é uma canção feita pela banda de grunge Nirvana. Ela foi originalmente lançada no álbum Nevermind (1991). Mas também apareceu no disco ao vivo From the Muddy Banks of the Wishkah (1996) e posteriormente na coletânea da banda intitulada Nirvana (2002). Uma versão acústica foi lançada em 2004 no box "With The Lights Out". As letras cantadas pelo grupo eram escritas por Kurt Cobain.

O significado
O nome dessa canção foi atribuído ao antidepressivo carbonato de lítio, porque Cobain sofria de depressão desde a sua infância e este era um dos remédios para o tratamento de sua doença. E era uma "depressão bipolar", pois ele ficava triste ou feliz do nada. E essa música mostra isso muito bem, pois no refrão ele diz que não sabe se ama, gosta, mata ou sente a falta de alguem. E essa música acaba com a hipotese de que Kurt Cobain era anti-cristo, pois em uma parte da musica ele usa os amigos e Deus como um refugio, para assim, fazer sua depressão sumir.

Lithium (tradução)
Nirvana
Composição: Kurt Cobain

Lítio

Eu estou tão feliz porque hoje Eu encontrei meus amigos...Eles estão na minha mente. Eu sou tão feio, mas tudo bem, você também é Quebramos nossos espelhos.Manhã de domingo é como qualquer outro dia pra mim.E eu não estou com medo.Acendo minhas velas deslumbramento.Pois encontrei DeusYeah, Yeah (7x).Eu estou tão só, mas tudo bem, raspei o cabelo.E não estou triste.E apenas talvez, eu seja o único culpado por tudo que ouvi.Mas eu não tenho certeza.Eu estou tão entusiasmado, eu não posso esperar para te encontrar lá.Mas eu não me preocupo.Eu estou tão irritado, mas tudo bem...Minha alma é boaYeah, Yeah (7x).Eu gosto - eu não vou pirar.
Eu sinto sua falta - eu não vou pirar.Eu te amo - eu não vou pirar.Eu te matei - eu não vou pirar.

Lithium
Nirvana
Composição: Kurt Cobain
I'm so happy 'cause todayI've found my friends ...They're in my headI'm so ugly, but that's okay, 'cause so are you ...We broke our mirrors Sunday morning is everyday for all I care ...And I'm not scared Light my candles, in a daze'Cause I've found godYeah,Yeah (x7)I'm so lonely , but thats ok , I shaved my head ...And I'm not sad And just maybe I'm to blame for all I've heard ...But I'm not sureI'm so excited, I can't wait to meet you there ...But I don't careI'm so horny, but that's okay ...My will is goodYeah,Yeah (x7)(x2)I like it - I'm not gonna crack I miss you - I'm not gonna crackI love you - I'm not gonna crackI killed you - I'm not gonna crack I'm so happy 'cause todayI've found my friends ...They're in my headI'm so ugly, but that's okay, 'cause so are you ...We broke our mirrors Sunday morning is everyday for all I care ...And I'm not scaredLight my candles in a daze ...'Cause I've found godYeah,Yeah (x7)(x2)I like it - I'm not gonna crackI miss you - I'm not gonna crackI love you - I'm not gonna crackI killed you - I'm not gonna crack

Tudo sobre o single "You Know Your Right"




You Know You're Right é uma canção da banda norte-americana Nirvana, de autoria de Kurt Cobain, que foi usada por Courtney Love e sua banda Hole. Foi lançado em 2002, no álbum Nirvana, que reúne as melhores canções da banda, depois de uma intensa disputa judicial entre Dave Grohl (baterista do grupo) e Courtney Love (viúva de Cobain).
A letra da música foi provavelmente escrita no segundo semestre de 1993, sendo uma das poucas composições conhecidas que Kurt Cobain fez após o álbum In Utero. Durante anos, foi conhecida graças a uma versão gravada ao vivo a 23 de Outubro de 1993 no Aragon Ballroom em Chicago, Illinois, e a uma performance da música pelos Hole (liderados por Courtney Love), gravada num concerto MTV Unplugged em 1995.
O videoclipe é bem simples, mostra apenas imagens de Kurt e do Nirvana e o final é como uma pausa que diz 'descanse em paz'.


"A música tinha tudo para ser o novo Smells Like Teen Spirit, se fosse lançado com Cobain ainda em vida!Uma pena por que a música é realmente fantástica!"

Download do Último Show[audio] do Nirvana na Alemanha


Esse ai é o link


parte 1:




parte 2:



http://www.4shared.com/file/34418780/85e97e41/03-01-94_-_Terminal_1_Munich_Germany__AUD_1_part2.html?dirPwdVerified=366c4fd8

Download de Discos do Nirvana


Ai estão alguns links pra baixar...


With the Lights Out






Nevermind




In Utero




Bleach




Unplugged in New York




Inscesticide




Krist Novoselic Pós-Nirvana


Pós-Nirvana


Em 1995, a "Erotic Music Law" foi introduzida na legislação do Estado de Washington sob o nome de "Matters Harmful to Minors". Vendo que a indústria musical tinha forte poder (inclusive político) em Seattle, Novoselic propôs a criação de um comitê político chamado JAMPAC (Joint Artists and Musicians Political Action Committee). A partir de então, o comitê passou a lutar contra diversas leis impostas por Washington, incluindo uma que ficou famosa em 1985 por impedir que menores de idade frequentassem certos shows (a lei "Teen Dance Ordinance"). Desde então, Novoselic passou a envolver-se muito com a política norte-americana.
Novoselic juntou-se aos Democratas, afiliando-se ao Comitê Democrata de Washington. Ele apoiou os democratas nas eleições governamentais de Washington, assim como a candidatura de John Kerry à presidência dos Estados Unidos, em 2004. No mesmo ano, Krist escreveu e publicou o livro "Of Grunge and Government: Let's Fix this Broken Democracy!".
Ao mesmo tempo em que participava da política, Novoselic quis continuar envolvido com a música, mas não sabia como. Ele recusou a proposta de Dave Grohl de se juntar ao Foo Fighter (banda que Dave montou após a desintegração do Nirvana) pois achava que se trataria de uma reencarnação de seu grupo anterior. Em 1997, lançou o álbum Sweet 75. O Sweet 75 era a dupla que Krist formara com a exótica cantora venezuelana Yva Las Vegas. Yva conseguiu a proeza de animar a festa de aniversário de Novoselic em maio de 1994, um mês depois da morte de Cobain. Mas o Sweet 75 acabou em 1998, por atritos pessoais. Krist passou a se dedicar mais a causas que envolvessem política e música. Em 1999, participou da banda No WTO Combo, quando se juntou a Jello Biafra e ao guitarrista do Soundgarden, Kim Thayil. Em 2002 formou a banda Eyes Adrift, juntamente com o ex-baterista do Sublime, Bud Gaugh, e o guitarrista do Meat Puppets, Curt Kirkwood. A banda lançou o disco "Eyes Adrif" no mesmo ano e desintegrou-se pouco depois. Krist chegou a anunciar, em 2005, que lançaria um disco solo, mas tal fato nunca concretizou-se, até então. Desde 2006, o músico é apresentador de um programa semanal de rádio da emissora comunitária KMUN. Ele atua sob o nome artístico de "DJ K-No", mas nem sempre está no ar todas as semanas.

Entrevista com Kurt Cobain



Entrevista Original de Guitar World Fevereiro 1992.


O Nirvana iniciou sua carreira com Bleach (Sub Pop) em 1989, uma intensa mistura física de metal desafinado, punk, e pop dos anos setenta, escrito da perspectiva de um estudante que abandona os estudos. A outra notável distinção do álbum é que este foi gravado em três dias com 600 dólares e Nevermind foi muito mais trabalhado e custou consideravelmente mais que apenas 600 dólares. Nevermind, é a marca do Nirvana: power-punk, riffs de guitarra escabrosos, letras deturpadas e mais espírito adolescente do que você imagina.


GW: MTV pensa que o Nirvana é uma banda metal.

Kurt: Tá legal, deixem então eles serem enganados! Eu não tenho nada contra Headbangers, mas é estranho ver nossas caras na MTV.

GW: Kirk Hammett é um grande fã do Nirvana.

Kurt: Isto é realmente um elogio. Nós conhecemos ele recentemente, e ele é mesmo um cara legal. Nós conversamos sobre o panorama da Sub Pop, heavy metal e guitarras.

GW: Falando em guitarras, você parece favorecer modelos ruins e mais vagabundos.

Kurt: Eu não os favoreço - eu posso me dar ao luxo de gasta-los. [risadas] Eu sou canhoto, e não é muito fácil achar guitarras de alta qualidade para canhotos a preços razoáveis. Mas de todas as guitarras no mundo, a Fender Mustang é minha favorita. Eu tenho só duas delas.

GW: Como é que elas funcionam com você?

Kurt: Elas são baratas e totalmente ineficientes, e elas tem um som estrépito e são muito pequenas. Elas também não permanecem afinadas, e quando você quer ajustar as cordas, tem que remover todas as cordas e ainda que girar pequenos parafusos com os dedos e esperar que esteja certo. Se você não girou direito algum parafuso, você tem que repetir o processo até que dê tudo certo. Quem quer que seja o inventor dessa guitarra era um idiota.

GW: Foi Leo Fender.

Kurt: Acho que estou chamando Leo Fender, um cara morto, de idiota. Agora eu nunca terei um endossamento. [risadas] Estavam nos oferecendo um endossamento da Gibson, mas eu não pude achar uma Gibson como eu gosto.

GW: A Mustang é a sua única guitarra?

Kurt: Não, eu também tenho uma Jaguar '66. Esta é a guitarra que eu dou um polimento e não deixo que ninguém toque nela quando eu pulo na multidão. [risadas] Mais tarde, eu usarei uma Strat Live porque não quero destruir minha Mustang ainda. Eu gosto de usar Strats japonesas porque elas são um pouco mais baratas e o desgaste é menor que na versão americana.

GW: A guitarra acústica que você usou em "Polly" tinha um som baixo.

Kurt: Aquela é uma sucata de 20 dólares,e eu não também não estava me preocupando em trocar as cordas. [risadas] Ela ficava mal afinada. De fato, eu tive que usar uma fita adesiva para segurar as chaves de afinar.

GW: Considerando o quão violentamente você toca guitarra, eu tenho que admitir que você usa cordas heavy-duty excelentes.

Kurt: Yeah. E eu continuo detonando amplificadores, então eu uso tudo o que eu posso achar de melhor nas sucatarias.

GW: Qual foi o ultimo amplificador que você detonou?

Kurt: Um amplificador Crown que era pra ser usado como um PA, mas eu o usei para a guitarrra porque eu nunca acho um amplificador poderoso o suficiente. Eu sou preguiçoso, eu gosto de ter tudo em um pacote. Como pré-amplificador eu tenho um Mesa/Boogie, e ponho tudo no máximo. E uso auto-falantes Radio Shack.

GW: O quanto confiável é essa configuração? Não parece ser muito durável, principalmente levando em conta as turnês que vocês fazem.

Kurt: Funciona tudo okay. O som tem mudanças em cada clube que nós vamos, mas eu nunca estou satisfeito. Acho que o som que faço é essencialmente o resultado da caixa de distorção Roland EF-1 que uso. Eu uso quase cinco direto em uma turnê.

GW: Você constantemente tem vontade de usar twang bar?Kurt: Não. Qualquer um que toca guitarra sabe que somente Jimi Hendrix foi capaz de usar o standard tremolo e continuar afinado. Essas coisas são totalmente deprezíveis. Eu fiz em uma Strat japonesa, mas eu não uso isso.

GW: Seu primeiro album, Bleach, foi gravado por 600 dólares; Por quanto saiu Nevermind?Kurt: [risadas] não me lembro. Por favor, não nos pergunte quanto nosso clip custa, há um maldito embaraçamento. Nós podiamos definitivamente ter usado algum filme de estudantes.


segunda-feira, 7 de abril de 2008

Kurt gostava de Gays..?!


Se o movimento Grunge mudou a face do rock, os Nirvana, foram os grandes responsáveis por uma nova atitude e por mudar a face da música para sempre. Tudo sem querer. Fortemente influenciados pelo Punk e pop melódico dos anos 60, Cobain conquistou o título de um dos mais talentosos e carismáticos compositores de todos os tempos. Os Nirvana foram formados por Kurt Cobain e Krist Novoselic, dois adolescentes problemáticos da pequena e sufocante cidade de Aberdeen, na fronteira com o Canadá. Cobain,
vindo de uma família pobre, viveu durante a adolescência com o pai numa roulote, e durante algum tempo, dormiu várias vezes debaixo duma ponte em Aberdeen. A sua figura frágil, pequena e magra, fez com que desde cedo a cidade de Aberdeen implica-se com ele, devido a ter uma sensibilidade que não era normal nem permitido os rapazes terem em Aberdeen. O envolvimento de Cobain com o mundo gay é profundo.


A total repugnância pela atitude macho, deu a Cobain inspiração para algumas letras como em “Territorial Pissings” em que canta “Never meet a wise man/If so it’s a woman” – “Nunca conheci um homem sábio/Se conheci era uma mulher” ou em “Come As You Are” quando canta “No I Don’t Have A Gun” – “Não, não tenho uma pistola” , devido á forte conotação sexual que todo o poema da canção tem, a começar pelo título, deduz-se que “gun” é inserido como calão americano para “pénis” Ainda hoje em Aberdeen, quem conviveu de perto com Cobain, jura a pés juntos que este era gay. Na altura, Cobain confessava aos amigos que o seu plano era “ir para Seattle, vender-me nas ruas como prostituto gay, ter dinheiro, lançar um disco punk, ter um grande sucesso e suicidar-me”


Quando os Nirvana começaram a fazer concertos, Cobain começou cada vez mais a libertar o seu lado mais feminino, surgindo em palco vestido de mulher diversas vezes, ou dando discursos em palco como “Gostamos de fazer broches a porcos gordos alemães”. Toda a atitude dos Nirvana reflectia o espírito de Cobain. No auge do sucesso dos Nirvana, durante uma actuação em directo para a NBC no programa Saturday Night Live, o programa de TV mais visto nos Estados Unidos, após a actuação demolidora, Krist Novoselic agarrou Dave Grohl e beijou-o profundamente na boca, ao que se junta Cobain e terminam os três envoltos em beijos profundos. Essa parte foi censurada, e, após o directo, não voltou a passar na TV. Numa entrevista, Cobain afirmou ser “intimamente gay a 100 %” e “sinto-me mais próximo do lado feminino que masculino”. Em 1993 Cobain deu uma entrevista á revista Gay americana The Advocate onde revelou que não tinha tido experiências gay, mas definitivamente sentia-se bissexual. Afirmou ainda que se não tivesse conhecido Courtney Love, teria agora provavelmente um caso com um homem. Numa outra entrevista, dada em conjunto pelo casal Cobain, Kurt e Courtney afirmaram estar ambos “apaixonados por Michael Stipe dos REM”. Stipe era um grande amigo do casal e uma pessoa que Kurt respeitava e admirava. Na edição original do álbum “Incesticide” Cobain escreveu entre outras coisas:

“…as pessoas que não gostam e não respeitam as pessoas de outras raças, religiões, as pessoas que não respeitam os homossexuais e as mulheres, façam-nos um favor, não venham aos nossos concertos, não comprem os nossos discos. Não os queremos como fans.”
Foi com afirmações como estas que os Nirvana convenceram o mundo inteiro que era ok ser gay e gostar de rock. Infelizmente, Cobain estava também altamente viciado em heroína, e, a incapacidade de lidar com o estrelato, mais problemas e traumas pessoais, levaram a que Kurt Cobain se suicidasse aos 27 anos com um tiro na boca, deixando uma filha, Frances Bean fruto do seu casamento com Courtney Love, pondo assim final á era grunge. Como ele afirmara dois anos antes num slogan de uma t-shirt: “Grunge Is Dead”.
*na foto Kurt no show no Rio[brasil] vestido de mulher*

Nirvana no Brasil


Visita do Nirvana ao Brasil foi bizarra e histórica

Por Ari Santa Lucia Jr.


SÃO PAULO (Reuters) - Os roqueiros brasileiros talvez não tenham muita sorte em presenciar grandes eventos no país, mas pelo menos quando o assunto é Nirvana podem dizer com orgulho que tiveram a chance de ver alguns dos shows mais inusitados realizados pela banda.
Logo em janeiro de 1993, a grande surpresa do ano: o extinto Hollywood Rock realizou sua mais famosa edição, com a nata do grunge-alternativo, trazendo Red Hot Chili Peppers, L7, Alice in Chains e o tão esperado Nirvana.
A corrida desesperada por ingressos, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, não era à toa: o Brasil iria ver os grupos no auge da carreira e conferir de perto a tão comentada cena de Seattle com seu principal nome.
O trio, que já era fenômeno de vendas por aqui -- a Universal, sua atual gravadora, contabilizou até hoje cerca de 600 mil discos vendidos --, veio para mostrar os hits de "Nevermind" e também algumas músicas inéditas do álbum "In Utero", que ainda estava sendo produzido.
O que ninguém poderia imaginar era o que Kurt Cobain e sua trupe iriam aprontar dentro e fora dos palcos. Foi um festival de baixarias e bizarrices que deixou o público sem entender absolutamente nada.
Logo na chegada ao país, a primeira polêmica: a revista Veja publicou uma entrevista com o baixista Krist Novoselic afirmando que 80 por cento dos fãs da banda eram idiotas. Ele desmentiu tudo logo em seguida, mas não adiantou muito.
Entre outras histórias da andança do Nirvana pelo Brasil, estão as visitas ao centro de São Paulo, conversas com travestis e busca por drogas, muitas drogas.
O apresentador da MTV João Gordo acompanhou o conjunto na capital paulista durante três dias e viu de perto o estilo de vida de Cobain. Ele se lembra muito bem de como era o vocalista e sua relação com o restante do grupo.
"Kurt era muito depressivo, não ria nunca e só queria saber de heroína. O resto do pessoal ficava na dependência dele e da louca da Courtney Love (mulher de Cobain). O que ele fizesse estava bom para todo mundo, pois era quem mandava lá", contou João Gordo à Reuters.
Do tempo em que passaram juntos, o vocalista do Ratos de Porão não se esqueceu de um fato marcante, que indicava qual seria o futuro de Cobain.
"Ele usou o tempo todo uma camiseta escrita à mão com uma caneta que dizia 'I hate myself and I want to die' (eu me odeio e quero morrer). Era um sujeito cabisbaixo, muito triste e sem vontade de viver."
Outra lembrança que o apresentador guarda foi a conversa de mais de duas horas com o líder do Nirvana. "Na hora da balada, no final da madrugada, conversamos bastante e eu disse que ele não tinha culpa de ter ganho 20 milhões de dólares e tal. Ele achou legal e acabou rindo! Foi a única vez que isso aconteceu."


A RAZÃO DOS SHOWS ESQUISITOS
O Nirvana sempre foi conhecido pelos shows fora dos padrões, como a histórica apresentação no Reading Festival de 1991, depois de uma chuva torrencial.
Mas chegada a hora do Hollywood Rock, o trio se superou. Com uma apresentação que mais parecia um ensaio, algumas músicas não foram tocadas inteiras e Kurt Cobain assumiu uma postura de desprezo pelo evento. Nem "Smells Like Teen Spirit" salvou o vexame.
No Rio foi pior. Cobain vestiu-se de mulher, cuspiu inúmeras vezes nas câmeras da Rede Globo, que transmitia o festival ao vivo, fez gestos obscenos e ainda mostrou o pênis e se masturbou. A emissora tirou a transmissão do ar e colocou a reprise da apresentação da banda brasileira Dr. Sin no lugar.
A crítica não gostou e disse que tudo não passou de uma palhaçada. Mas, ao contrário do que muitos fãs pensam, existiu um motivo para o que aconteceu.
"A culpa do que Kurt fez no Brasil é minha e dos meus amigos", revelou João Gordo. "Falamos pra ele que Hollywood era marca de cigarro, que o festival não apoiava os grupos underground e o preço do ingresso era caro. Ele ficou muito bravo em saber disso", contou.
"Não dava pra imaginar o que aconteceria, mas ele deixou no ar que ia aprontar alguma coisa na turnê brasileira. Tudo aquilo foi terrorismo nosso", concluiu.

O Início da carreira do Nirvana


Começo (1984 - 1988)
Em 1984, Kurt Cobain fortalece a amizade com um rapaz muito alto chamado Krist Anthony Novoselic, descendente de croatas. Os dois se conheciam de vista da escola e de ensaios dos Melvins (banda muito conhecida no cenário local). Mas começam a se entrosar quando tocam juntos em alguns ensaios sem compromisso. Mesmo assim, Novoselic não se empolgou imensamente com a idéia de participar de uma banda com Kurt.
Em maio de 1985, Kurt abandona a escola um mês antes de se formar. Em dezembro, Kurt finalmente leva em frente sua primeira banda e lhe dá o nome de Fecal Matter. Tocam com ele Dale Crover no baixo e Greg Hokanson na bateria. A primeira fita do Fecal Matter é registrada ainda naquele mês. Kurt e Crover viajam de Aberdeen a Seattle para usar o gravador de quatro canais de Mari, tia de Kurt. A banda iniciante também faz um pequeno show em Aberdeen, abrindo para os Melvins.
Em 1986, o Fecal Matter se desintegrava. Kurt continua brincando de rock em jams com vários colegas. Novoselic passa a ser um companheiro mais freqüente de ensaios, tocando seu baixo. O primeiro nome da banda é Stiff Woodies. Depois, para ganhar uns trocados em bares, eles atuam com o nome de The Sellouts, fazendo covers de Creedence Clearwater Revival. Kurt toca bateria, Novoselic toca guitarra e canta, e um certo Steve Newman assume o baixo.
Em janeiro de 1987, Aaron Burckhardt passa a ser o baterista fixo do trio que seguirá mudando de nome até 1988: Skid Row, Bliss, Throat Oyster, Pen Cap Chew e Windowpane. Em 17 de abril, com o nome de Skid Row, o trio toca ao vivo na rádio comunitária KAOS, na Evergreen State College, em Olympia. A apresentação se transforma na primeira fita demo da banda. Em outubro, Aaron sai da banda, que passa a ensaiar com Dale Crover, que integrava os Melvins.É uma solução breve, apenas para a gravação de uma fita demo decente em um verdadeiro estúdio. Em setembro, Kurt começa seu primeiro namoro firme com Tracy Marander. Ele vai morar com ela. De paixão, iam bem. Mas a falta de asseio e a ociosidade de Kurt começam a criar atritos.

Em 23 de janeiro de 1988, Cobain, Novoselic e Crover gravam no Reciprocal Studios, em Seattle, com o produtor Jack Endino, que abriu o local em 1986. O trio sem nome definido grava dez músicas em seis horas. Naquela noite, a banda se apresentaria com o nome de Ted Ed Fred em Tacoma, cidade vizinha. Em Fevereiro, Jonathan Poneman, da Sub Pop,ouve a fita demo depois de um toque de Jack Endino e gosta. Marca uma conversa com Kurt Cobain em um café em Seattle. Os dois acertam a gravação de um compacto. Em março, a banda escolhe seu nome definitivo, Nirvana, que é usado pela primeira vez num show em Tacoma, com Dave Foster na bateria. Ele logo seria dispensado. Em maio, Chad Channing assume o posto de baterista definitivo. Em junho, o Nirvana grava músicas para seu primeiro compacto pela Sub Pop. "Love Buzz/Big Cheese" saiu em novembro.

Blew
Nirvana
Composição: Kurt Cobain


If you wouldn't mind I would like it blew If you wouldn't mind I would like to loose If you wouldn't care I would like to leave If you wouldn't mind I would like to breathe Is there another reason for your stain Could you believe who we knew stress or strain?Here is another word that rhymes with shame You could do anything.


Blew (tradução)
Nirvana
Composição: Kurt Cobain

Se você não se importa, eu gostaria que fosse tudo pelos aresSe você não se importa, eu gostaria de me soltar Se você não liga, eu gostaria de ir embora Se você não se importa, eu gostaria de respirar Existe outra razão para sentir culpa?Você poderia acreditar em quem a gente já sabia que é um estresse e um desgaste?Aqui vai outra palavra que rima com vergonha Você poderia fazer qualquer coisa.

Sobre o NIRVANA


Nirvana foi uma banda de Grunge fundada no ano de 1987 em Aberdeen, Washington. A sua música foi inspirada no Punk Rock, no Rock Alternativo, no Hard Rock e foi chamada Grunge pela imprensa e meios de comunicação da época. O grupo se desfez em 1994 com a morte de seu líder e vocalista, Kurt Cobain. Muitos críticos e historiadores aclamam a banda como sendo a mais representativa da década de 90.
O Nirvana vendeu mais de 50 milhões de álbuns no mundo todo.

ELE DISSE ADEUS!!

Dois dias antes, 5, nas horas que antecediam a alvorada de terça feira, Kurt Cobain havia despertado em sua cama. Os travesserios ainda tinham o cheiro do perfume de Courtney. No quarto, o aroma misturou-se com o cheiro ligeiramente picante da heroína cozida - este também era um cheiro que o despertava.Kurt havia dormido com suas roupas do corpo. Vestia sua camiseta da banda Half Japanese e suas calças Levi's favoritas. Vestiu e amarrou os cadarços do par de tênis Converse que possuia, caminhou até o aparelho de som e colocou para tocar um disco do R.E.M., "Automatic for the People". Acendeu um Camel Light e caiu de costas na cama com um bloco tamanho ofício apoiado em seu peito e uma caneta vermelha de ponta fina. Ele já havia escrito uma longa carta pessoal à sua esposa e filha, rapidamente rabiscada, enquanto estava no Exodus. Ele havia trazido o papel até Seattle e havia enfiado sob um dos travesseiros impregnados de perfume. "Você sabe, eu amo você. Eu amo Frances. Eu sinto muitíssimo. Por favor, não venha atrás de mim. Eu sinto muito, muito, muito.", eram algumas das palavras que Kurt havia escrito, enchendo uma página inteira com esse pedido de perdão. "Eu estarei lá", continuou ele. "Eu protegerei você. Não sei para onde estou indo. Simplesmente não posso ficar mais aqui."Tinha sido muito difícil escrever aquele bilhete, mas ele sabia que esta segunda carta seria igualmente importante e ele precisaria ter cuidado com as palavras. Ele endereçava "Para Boddah", o nome de seu amigo de infância imaginário. Quando soltou a caneta, havia enchido a página inteira, exceto por cinco centímetros. Ele fumara três cigarros redigindo o bilhete. As palavras não tinham saído com facilidade e havia erros de grafia e sentenças pela metade. Ele assinou dizendo "paz, amor e empatia. Kurt Cobain". Escreveu ainda mais uma linha - "Frances e Courtney, eu estarei em seu altar" - e enfiou o papel e a caneta no bolso esquerdo do casaco.Ele se levantou da cama e entrou no closet, onde retirou uma tábua da parede. Neste cubículo secreto havia uma arma dentro de uma capa de náilon bege, uma caixa de cartuchos de espingarda e uma caixa de charutos Tom Moore. Ele repôs a tábua, enfiou os cartuchos no bolso, agarrou a caixa de charutos e aninhou a pesada espingarda sobre seu antebraço esquerdo. Em um closet do corredor, ele apanhou duas toalhas - ele não precisava delas, mas sabia que alguém precisaria. Desceu silenciosamente os dezenove degraus da larga escadaria. Estava a cerca de um metro do quarto de Cali e não queria que ninguém o visse. Ele havia refletido sobre tudo isso, traçado um mapa com a mesma premeditação que dedicava às capas de seus discos e a seus vídeos. Haveria sangue, muito sangue, e uma bagunça que ele não queria em casa. Principalmente, ele não queria assombrar aquele lar, deixar sua filha com o tipo de pesadelos com que ele havia sofrido.Quando se dirigia para a cozinha, passou pela soleira da porta onde ele e Courtney haviam começado a acompanhar o quanto Frances havia crescido. Apenas uma linha estava ali agora, uma pequena marca de lápis com o nome dela a cerca de 79 centímetros acima do chão. Kurt nunca mais veria outra marcas mais altas naquela parede, mas estava convencido de que a vida de sua filha seria melhor sem ele.Na cozinha, ele abriu a porta de sua geladeira Traulson de aço inox de 10 mil dólares e apanhou uma lata de cerveja de raizes da Barq, tomando cuidado para não soltar a espingarda. Levando essa carga macabra - cerveja de raízes, toalhas, uma caixa de heroína e uma espingarda, tudo o que mais tarde seria encontrando num arranjo de plantas bizarro -, ele abriu a porta para o quintal e atravessou o pequeno pátio. A aurora estava rompendo e a neblina pairava próximo do chão. A maioria das manhãs em Aberdeen eram exatamente assim: nevoentas, orvalhadas, úmidas. Ele jamais veria Aberdeen novamente; jamais escalaria efetivamente até o topo da caixa d'água no "Morro do Think of Me"; jamais compraria a fazenda que sonhava em Grays Harbor; jamais acordaria novamente numa sala de espera de hospital tendo fingido ser um visitante para só encontrar um lugar quente para dormir; jamais veria novamente sua mãe, irmã, pai, mulher ou filha. Ele trilhou os cerca de vinte passos até a estufa, galgou os degraus de madeira e abriu o conjunto de portas francesas dos fundos. O piso era de linóleo: seria fácil de limpar.Ele sentou-se no chão da estrutura de cômodo único, olhando para as portas da frente. Ninguém conseguiria vê-lo ali, a menos que estivesse trepado nas árvores atrás de sua propriedade, e isto não era provável. Não queria mais ver o interior de um hospital novamente, não queria um médico de jaleco branco apalpando-o, não queria ter um endoscópio em seu estômago dolorido. Ele estava acabado para aquilo tudo, acabado para o seu estômago, ele não poderia estar mais acabado. Como um grande diretor de filmes, ele havia planejado este momento até os mínimos detalhes, ensaiando esta cena ao mesmo tempo como diretor e como ator. No curso dos anos, tinha havido muitos ensaios finais, passagens de raspão que quase seguiam este caminho, fosse por acidente ou, às vezes, por querer, como em Roma. Talvez fora sempre isto que ele guardava vagamente em sua cabeça, como um ungüento precioso, como a única cura para uma dor que jamais passaria. Ele não se importava com a liberação do desejo, ele desejava a libertação da dor.Ficou sentado pensando coisas que só ele sabia por vários minutos. Fumou cinco Camel Light e sorveu vários goles de sua cerveja. Tirou o bilhete do bolso, estendeu-o no chão do linóleo e tinha de escrever em letras maiores, que não saíram tão perfeitas, por causa da superfície que ele estava: "Por favor, vá em frente, Courtney, por Frances, pela vida dela que será muito mais feliz sem mim. Eu te amo. Eu te amo". Essas últimas palavras haviam completado a folha. Depositou o bilhete no alto de um monte de terra para vasos e fincou a caneta no meio, para que, como uma estaca, segurasse o papel no alto, sobre a terra.Tirou a espingarda da capa de náilon macia. Dobrou cuidadosamente a capa, como um garotinho separando suas melhores roupas de domingo depois da missa. Tirou a jaqueta, estendeu-a sobre a capa e colocou as duas toalhas no alto desse monte. Ele foi até a pia e apanhou uma pequena quantidade de água para o seu fogareiro de droga e sentou-se novamente. Abriu a caixa com 25 cartuchos de espingarda e tirou três, enfiando-os na câmara da arma. Moveu o mecanismo da Remington para qu e um único cartucho estivesse na câmara. Retirou a trava de segurança da arma.Fumou seu último Camel Light. Tomou mais um gole da Barq. Lá fora, estava começando um dia nublado - era um dia como aquele em que ele chegara a este mundo, 27 anos, um mês e dezesseis dias antes. Ele agarrou a caixa de charutos e tirou um pequeno saco plástico que continha cem dólares de heroína preta mexicana - era um bocado de heroína. Ele pegou cerca de metade, um chumaço do tamanho de uma borracha de lápis e o colocou na colher. Sistemática e habilmente, preparou a heroína e a seringa, injetando-a logo acima do cotovelo, não muito longe de seu "K" tatuado. Devolveu os instrumentos para a caixa e se sentiu uma nuvem, rapidamente flutuando para longe deste lugar. O jainismo pregava que havia trinta céus e sete infernos, todos dispostos em camadas ao longo de nossas vidas; se ele tivesse sorte, este seria seu sétimo e último inferno. Afastou para o lado seus instrumentos, flutuando cada vez mais rápido, sentindo sua respiração se reduzir. Ele tinha de se apressar agora: tudo estava se tornando nebuloso e um matiz verde-água enquadrava cada objeto. Agarrou a pesada espingarda, encostou o cano contra o céu de sua boca. Faria barulho; ele tinha certeza disso. Disparou. E então ele se foi.O corpo de Kurt Cobain foi encontrado pelo eletricista Gary Smith, que chegou à casa do Lake Washington para instalar um novo sistema de segurança. Às 8:40h da sexta-feira, 8, Smith estava perto da estufa e olhou para dentro dela. "Eu vi um corpo estendido lá no chão. Pensei que fosse um manequim. Depois notei que havia sangue na orelha direita. Vi uma espingarda estendida ao longo de seu peito, apontando para seu queixo", relatou Gary. Ele ligou para a polícia e, em seguida, para sua empresa.Enquanto isso, em Los Angeles, Courtney havia sido internada no Exodus na quinta-feira, 7, para reabilitação. Na sexta, recebeu a notícia da morte de Kurt através da colega Rosemary Carroll. Courtney deixou a cidade num Learjet com Frances, Rosemary, Eric Erlandson e a babá Jeackie Farry. Quando chegaram à casa do Lake Washington, ela estava cercada por equipes dos telejornais.Foi possível identificar o cadáver como sendo de Kurt, embora seu aspecto fosse macabro: as centenas de bolinhas de chumbo do cartucho da espingarda haviam espandido sua cabeça e o haviam desfigurado. A polícia retirou as digitais do corpo e as impressões batiam com àquelas já arquivadas no caso da prisão por violência doméstica.A autópsia encontrou traços de benzodiazepinas (tranquilizantes) e heroína no sangue de Kurt. O nível de heroína era tão algo que mesmo ele - famoso pela enorme quantidade que tomava - não poderia ter sobrevivido por muito mais tempo do que aquele que levou para disparar a arma.Courtney estava inconsolável. Quando os policiais finalmente deixaram o local, e com apenas um guarda de segurança como testemunha, ela reconstitiu os últimos passos de Kurt, entrou na estufa - que ainda tinha de ser limpa - e mergulhou as mãos em seu sangue. No chão, ajoelhada, ela rezou e gemeu de dor, erguendo as mãos cobertas de sangue para o céu e gritou: "Por quê?!". Ela encontrou um pequeno fragmento do crânio de Kurt com cabelo preso a ele. Ela lavou e passou xampu nesse horripilante suvenir.No sábado, 9, Courtney foi até a agência funerária para ver o corpo de Kurt antes de ser cremado - ela já tinha solicidado que fossem feito moldes de gesso de suas mãos. Grohl tambem foi convidado e declinou, mas Krist compareceu, chegando antes de Courtney. Ele passou alguns momentos a sós com seu velho amigo e desatou a chorar. Quando ele saía, Courtney foi introduzida na sala de inspeção. Kurt estava sobre uma mesa, vestido com suas roupas mais elegantes, mas seus olhos tinham sido costurados. Era a primeira vez em dez dias que a Courtney viu o marido e foi a última vez que seus corpos físicos ficaram juntos. Ela acariciou seu rosto, falou com ele e cortou uma mecha de seus cabelos. Depois, baixou as calças dele e cortou uma mecha de seus pêlos púbicos. Finalmente, ela subiu em cima de seu corpo, abraçando-o com as pernas e recostou a cabeça em seu peito e lamentou: "Por quê, por quê?".Diversas cerimônias foram realizadas em memória de Kurt. Umas das mais notáveis aconteceu numa tarde de domingo: uma vigília pública foi realizada no Pavilhão da Bandeira do Seattle Centre e reuniu 7 mil pessoas, que levaram velas, flores, cartazes e algumas camisas de flanela em chamas. Um conselheiro de suicídio discursou e incentivou os jovens em dificuldades a pedirem ajuda, enquanto os DJs lcocais trocavam recordações. Uma mensagem curta de Krist foi divulgada, bem como uma fita de Courtney, que leu também a carta de despedida de Kurt.O corpo de Kurt Cobain foi cremado e Courtney recebeu a urna com as cinzas uma semana depois. Ela pegou um punhado e o enterrou sob um salgueiro na frente da casa. Em maio, colocou o resto numa mochila de ursinho e viajou até o mosteiro budista Namgyal, perto de Ítaca, estado de Nova York, onde procurou consagração para as cinzas e absolvição pra si mesma. Os monges abençoaram os restos e usaram um punhado para fazer uma escultura comemorativa.A maior parte dos restos mortais de Kurt ficou depositada em uma urna no endereço do Lake Washington, até 1997, quando Courtney vendeu casa, mas insistiu num arcordo que lhe permite voltar um dia e remover o salgueiro.Por fim, Frances Bean Cobain, então com seis anos de idade, espalhou as cinzas do pai no riacho McLane, em Olympia, Washington - elas dissolveram e flutuaram na corrente. Em diversos sentidos, este era, também, um local adequado para o descanso.

Novo Blog em homenagem a Kurt Cobain

Novo Blog em homenagem ao grande cantor Kurt Donald Cobain

1967*1994

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